Laboratório 01 · estrelas de nêutrons

Politrópicas

Primeiro, refaça a conta

Da hipótese ao resultado, sem saltos

Abra cada etapa para acompanhar substituições, derivadas, sinais e verificações antes de explorar os gráficos.

Etapa 01

Impor conservação

A divergência nula transforma a EoS em uma equação para \(h_T\).

Partimos de\[(\rho+p)(\ln h_T)'+\frac12(\rho+3p)'=0\]
Queremos chegar a\[h_T(\rho)=\alpha(\rho+k\rho^\Gamma)^{\frac{1-3\Gamma}{2(\Gamma-1)}}\rho^{\frac{\Gamma}{\Gamma-1}}\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Derivar \(h_T(ρ)\) diretamente da conservação covariante para a EoS politrópica \(p=kρ^Γ\).

Antes de começar

  • Seguimos a normalização canônica do artigo: \(f(R,T)=R+h(T)\), \(\mathcal L_m=ρ\) e \(T=ρ−3p\).
  • A constante \(α\) surge ao integrar uma equação logarítmica; \(α=0\) recupera a RG.
  • A derivação vale em intervalos regulares e é estendida por continuidade aos pontos em que \(ρ′\) se anula.
  1. Linha 1

    Imponha divergência nula

    \[(\rho+p)(\ln h_T)'+\frac12(\rho+3p)'=0\]
    O que fizemos

    Zeramos o lado esquerdo da divergência especializada ao fluido perfeito.

    Por que é válido

    Esta é a Eq. (6) do artigo, com \(ℒ m\) igual a rho.

  2. Linha 2

    Substitua a politrópica e suas derivadas

    \[p=k\rho^\Gamma,\qquad p'=k\Gamma\rho^{\Gamma-1}\rho',\qquad (\rho+3p)'=\left(1+3k\Gamma\rho^{\Gamma-1}\right)\rho'\]
    O que fizemos

    Aplicamos a regra da cadeia à equação de estado.

    Por que é válido

    A EoS usada no artigo relaciona pressão à densidade de energia, não à densidade de partículas.

  3. Linha 3

    Troque a derivada radial por derivada em rho

    \[\frac{d\ln h_T}{d\rho}=-\frac{1+3k\Gamma\rho^{\Gamma-1}}{2\left(\rho+k\rho^\Gamma\right)}=-\frac{1+3\Gamma k\rho^{\Gamma-1}}{2\rho\left(1+k\rho^{\Gamma-1}\right)}\]
    O que fizemos

    Dividimos por \(ρ′\) e por \(ρ+p\) em um intervalo onde essas grandezas são regulares.

    Por que é válido

    A forma integrada depende apenas do estado local; nos pontos isolados com \(ρ′\) igual a zero, ela é mantida por continuidade.

  4. Linha 4

    Integre a derivada logarítmica

    \[\ln h_T=C-\frac12\ln\rho-\frac{3\Gamma-1}{2(\Gamma-1)}\ln\!\left(1+k\rho^{\Gamma-1}\right)\]
    O que fizemos

    Decompusemos a fração em derivadas logarítmicas e integramos termo a termo.

    Por que é válido

    Derivar esta linha em relação a \(ρ\) reproduz exatamente a fração da linha anterior.

  5. Linha 5

    Exponencie e nomeie a constante

    \[h_T(\rho)=\alpha\rho^{-1/2}\left(1+k\rho^{\Gamma-1}\right)^{\frac{1-3\Gamma}{2(\Gamma-1)}}\]
    O que fizemos

    Aplicamos a exponencial e definimos \(α=e\) elevado a C.

    Por que é válido

    Uma constante multiplicativa é a única liberdade deixada pela equação de primeira ordem.

  6. Linha 6

    Reescreva na forma publicada

    \[\boxed{h_T(\rho)=\alpha\left(\rho+k\rho^\Gamma\right)^{\frac{1-3\Gamma}{2(\Gamma-1)}}\rho^{\frac{\Gamma}{\Gamma-1}}}\]
    O que fizemos

    Usamos \(1+kρ^{Γ−1}=(ρ+kρ^Γ)/ρ\) e reunimos as potências de \(ρ\).

    Por que é válido

    Esta é a Eq. (7) do artigo; o expoente final é \(Γ/(Γ−1)\), necessário para que \(Γ=5/3\) produza \(ρ^{5/2}\).

Etapa 02

Especializar \(Γ = 5/3\)

O artigo fornece uma forma fechada para a politrópica usada nas curvas.

Partimos de\[p=k\rho^{5/3}\]
Queremos chegar a\[h_T(\rho)=\alpha\frac{\rho^{5/2}}{(\rho+k\rho^{5/3})^3}\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Especializar a solução conservada em \(Γ=5/3\) e mostrar corretamente como \(h_T\) se relaciona à primitiva \(h(ρ)\).

Antes de começar

  • Usamos a EoS \(p=kρ^{5/3}\) e o valor de \(k\) declarado para as curvas publicadas.
  • Por definição \(h_T=dh/dT\), e não \(dh/dρ\).
  • A forma fechada longa de \(h(ρ)\) é a Eq. (10) do artigo; o laboratório não escolhe novos ramos analíticos.
  1. Linha 1

    Calcule os expoentes

    \[\Gamma=\frac53:\qquad \frac{1-3\Gamma}{2(\Gamma-1)}=-3,\qquad \frac{\Gamma}{\Gamma-1}=\frac52\]
    O que fizemos

    Substituímos \(Γ=5/3\) nas duas frações de expoentes.

    Por que é válido

    É aritmética direta e fornece um teste interno da Eq. (7).

  2. Linha 2

    Obtenha \(h T\) especializado

    \[\boxed{h_T(\rho)=\alpha\frac{\rho^{5/2}}{\left(\rho+k\rho^{5/3}\right)^3}}\]
    O que fizemos

    Inserimos os expoentes menos três e cinco meios na solução geral.

    Por que é válido

    O resultado coincide com a Eq. (9) do artigo.

  3. Linha 3

    Derive o traço em relação a rho

    \[T(\rho)=\rho-3k\rho^{5/3},\qquad \frac{dT}{d\rho}=1-5k\rho^{2/3}\]
    O que fizemos

    Substituímos \(p\) na relação \(T=ρ−3p\) e derivamos.

    Por que é válido

    A regra da cadeia exige esse fator quando se passa de derivada em \(T\) para derivada em \(ρ\).

  4. Linha 4

    Converta \(h T\) em derivada de \(h\) por rho

    \[\frac{dh}{d\rho}=\frac{dh}{dT}\frac{dT}{d\rho}=\alpha\frac{\rho^{5/2}\left(1-5k\rho^{2/3}\right)}{\left(\rho+k\rho^{5/3}\right)^3}\]
    O que fizemos

    Aplicamos \(dh/dρ=(dh/dT)(dT/dρ)\).

    Por que é válido

    Essa é a regra da cadeia entre as variáveis \(T\) e \(ρ\).

  5. Linha 5

    Escreva a primitiva sem esconder o integrando

    \[h(\rho)=h(\rho_\star)+\alpha\int_{\rho_\star}^{\rho}\frac{x^{5/2}\left(1-5kx^{2/3}\right)}{\left(x+kx^{5/3}\right)^3}\,dx\]
    O que fizemos

    Integramos \(dh/dρ\) entre um estado de referência e \(ρ\).

    Por que é válido

    A expressão é completa e não pressupõe um solver; avaliar essa integral fornece os logaritmos e arcos tangentes da Eq. (10).

  6. Linha 6

    Fixe o limite de Relatividade Geral

    \[\alpha=0\qquad\Longrightarrow\qquad h_T(\rho)=0,\quad h(\rho)=\text{constante};\qquad h=0\ \text{na normalização de RG}\]
    O que fizemos

    Aplicamos \(α=0\) e fixamos a constante aditiva pela condição de limite de RG.

    Por que é válido

    Uma constante não nula atuaria como termo cosmológico; a família publicada usa \(h=0\) no limite de RG.

Etapa 03

Fechar a TOV modificada

As componentes de campo, a função massa e a conservação fornecem as duas EDOs estelares.

Partimos de\[\frac{m'}{r^2}=4\pi\rho+\frac14h(\rho)\]
Queremos chegar a\[p'=-(\rho+p)\frac{\frac{m}{r^2}+[4\pi p-\frac14h-\frac12h_T(p-\rho)]r}{1-\frac{2m}{r}}\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Derivar as duas EDOs estelares conservadas de \(f(R,T)\) e explicitar a redução para a TOV de Einstein.

Antes de começar

  • Usamos \(f(R,T)=R+h(T)\), \(\mathcal L_m=ρ\) e a métrica esférica do artigo.
  • Definimos \(q=e^{−ψ}=1−2m/r\).
  • H e \(h_T\) são as funções determinadas pela EoS conservada, não parâmetros independentes.
  1. Linha 1

    Escreva as duas componentes modificadas

    \[\frac{e^{-\psi}}{r^2}\left(e^\psi+r\psi'-1\right)=8\pi\rho+\frac12h,\qquad \frac{e^{-\psi}}{r^2}\left(1-e^\psi+r\phi'\right)=8\pi p-\frac12h-h_T(p-\rho)\]
    O que fizemos

    Especializamos a equação de campo aos componentes t t e \(r r\).

    Por que é válido

    São as Eqs. (11a) e (11b) do artigo.

  2. Linha 2

    Reduza a componente temporal

    \[\frac{2m'}{r^2}=8\pi\rho+\frac12h(\rho)\qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{m'}{r^2}=4\pi\rho+\frac14h(\rho)}\]
    O que fizemos

    Substituímos \(q=1−2m/r\) como na derivação de RG e dividimos por dois.

    Por que é válido

    É a Eq. (13) do artigo; o mesmo cancelamento geométrico da função massa permanece válido.

  3. Linha 3

    Isole metade de phi linha

    \[\frac{\phi'}2=\frac{\frac{m}{r^2}+\left[4\pi p-\frac14h-\frac12h_T(p-\rho)\right]r}{1-\frac{2m}{r}}\]
    O que fizemos

    Inserimos \(q\) na segunda componente e resolvemos algebricamente para \(φ′/2\).

    Por que é válido

    O denominador é \(q\); a divisão é válida na região estelar estática sem horizonte local.

  4. Linha 4

    Use a conservação imposta

    \[\nabla^\mu T_{\mu r}=0\qquad\Longrightarrow\qquad p'=-\frac12(\rho+p)\phi'\]
    O que fizemos

    Aplicamos a Eq. (14) do artigo.

    Por que é válido

    H foi construído justamente para que a divergência do tensor energia-momento se anule.

  5. Linha 5

    Substitua a geometria na conservação

    \[\boxed{p'=-(\rho+p)\frac{\frac{m}{r^2}+\left[4\pi p-\frac14h-\frac12h_T(p-\rho)\right]r}{1-\frac{2m}{r}}}\]
    O que fizemos

    Substituímos \(φ′/2\) diretamente na expressão de p′.

    Por que é válido

    O resultado é a Eq. (15) do artigo.

  6. Linha 6

    Faça o teste de retorno à RG

    \[\alpha=0\Rightarrow h=h_T=0:\qquad m'=4\pi r^2\rho,\qquad p'=-(\rho+p)\frac{m+4\pi r^3p}{r(r-2m)}\]
    O que fizemos

    Anulamos todos os termos proporcionais ao acoplamento \(α\) e simplificamos a fração.

    Por que é válido

    A redução simultânea das duas EDOs é um teste obrigatório de consistência da normalização f igual a \(R\) mais \(h\).

Etapa 04

Ler as famílias publicadas

Os quatro presets trocam curvas completas sem interpolar \(α\).

Partimos de\[\frac{\partial M}{\partial\rho_c}=0\]
Queremos chegar a\[\alpha=-0{,}15:\quad M_{\max}\simeq2{,}2M_\odot,\quad R\simeq15{,}5\,\mathrm{km}\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Explicar como o laboratório lê curvas publicadas e valida um caso dourado sem simular uma nova estrela.

Antes de começar

  • Os dados são pontos curados das Figs. 1–2 do artigo e das Figs. 5.4–5.5 da tese.
  • O seletor aceita somente \(α∈{−0,15;−0,10;0;+0,10}\).
  • Ligar pontos no gráfico é apenas apresentação visual; não cria presets ou soluções intermediárias.
  1. Linha 1

    Restrinja o domínio do seletor

    \[\mathcal A=\{-0{,}15,-0{,}10,0,+0{,}10\},\qquad \alpha_{\rm escolhido}\in\mathcal A\]
    O que fizemos

    Tratamos \(α\) como uma escolha discreta, não como um controle contínuo.

    Por que é válido

    Somente essas quatro famílias aparecem nas figuras-fonte.

  2. Linha 2

    Recupere um preset inteiro

    \[P(\alpha)=\left\{C_{MR}^{(\alpha)},C_{M\rho_c}^{(\alpha)},M_{\max}^{(\alpha)},R_{\max}^{(\alpha)},\rho_{c,\max}^{(\alpha)}\right\}\]
    O que fizemos

    Usamos \(α\) como chave de uma tabela versionada de dados curados.

    Por que é válido

    Trocar o preset completo impede misturar a curva massa raio de um \(α\) com a curva massa densidade de outro.

  3. Linha 3

    Leia os pontos sem alegar integração

    \[C_{MR}^{(\alpha)}=\{(R_i,M_i)\}_{i=1}^{N_R},\qquad C_{M\rho_c}^{(\alpha)}=\{(\rho_{c,j},M_j)\}_{j=1}^{N_\rho}\]
    O que fizemos

    Enviamos os pares armazenados ao gráfico e à tabela acessível.

    Por que é válido

    Nenhuma EDO é integrada no navegador; os pares são uma reconstrução didática das figuras publicadas.

  4. Linha 4

    Localize o máximo da tabela selecionada

    \[i_\star=\operatorname*{arg\,max}_i M_i,\qquad M_{i_\star-1}\le M_{i_\star}\ge M_{i_\star+1},\qquad \left.\frac{\partial M}{\partial\rho_c}\right|_{\rm curva}\simeq0\]
    O que fizemos

    Comparamos os valores \(M\) da família escolhida e marcamos o maior.

    Por que é válido

    O artigo usa o máximo de \(M\) versus rho central para indicar o início da instabilidade; em dados discretos, usamos o máximo tabulado.

  5. Linha 5

    Leia o caso alfa menos zero vírgula quinze

    \[P(-0{,}15):\qquad M_{\max}^{\rm tabela}=2{,}2M_\odot,\quad R_{\max}^{\rm tabela}=15{,}5\,\mathrm{km},\quad \rho_{c,\max}^{\rm tabela}=900\,\mathrm{MeV/fm^3}\]
    O que fizemos

    Lemos os campos do mesmo preset e os mostramos junto ao ponto marcado.

    Por que é válido

    Massa e raio concordam com a leitura curada das figuras; a densidade central é a posição tabulada do máximo na curva correspondente.

  6. Linha 6

    Calcule o resíduo do caso dourado

    \[\varepsilon_M=\frac{\left|M_{\max}^{\rm tabela}-2{,}2M_\odot\right|}{2{,}2M_\odot}=0<10^{-9},\qquad \varepsilon_R=\frac{|15{,}5-15{,}5|}{15{,}5}=0<10^{-9}\]
    O que fizemos

    Comparamos os valores armazenados com os valores esperados do caso dourado.

    Por que é válido

    Esse resíduo testa a consistência interna do preset e da interface; ele não mede erro de uma integração numérica inexistente.

Depois, explore os dados

Agora mova os controles

Cada escolha troca um caso publicado inteiro. Os valores abaixo mostram imediatamente o que mudou e mantêm a tabela acessível junto do gráfico.

Parâmetro discreto

Equação de estado

\[p=k\\rho^{5/3}\]

A tese informa \(k=1{,}475\\times10^{-3}\\,(\\mathrm{fm}^3/\\mathrm{MeV})^{2/3}\).

Fonte e leitura

Caso dourado: a família alcança aproximadamente 2,2 massas solares perto de 15,5 km.

Artigo, Figs. 1–2; tese, Figs. 5.4–5.5, pp. 48–49.

massa máxima curada

2,2 M☉

α = −0,15

raio nesse ponto

15,5 km

Leitura aproximada da curva massa–raio.

densidade central

900 MeV/fm³

Abscissa do máximo na curva M–ρc.

Massa–raio · α = −0,15α = −0,15
Ver valores do gráfico
R (km)α = −0,15
11.22.02
12.22.1
13.52.16
14.62.19
15.52.2
172.14
191.94
Massa–densidade central · α = −0,15α = −0,15
Ver valores do gráfico
ρc (MeV/fm³)α = −0,15
2800.12
3600.82
4501.55
6002.02
7502.17
9002.2
1.200e+32.17
Ver tabela acessível das curvas
R (km)M/M☉ρc (MeV/fm³)M/M☉
11,22,022800,12
12,22,13600,82
13,52,164501,55
14,62,196002,02
15,52,27502,17
172,149002,2
191,941.2002,17
211,581.6002,09
231,172.0002,01
250,88

Resíduo do caso dourado α = −0,15: 0
Abaixo de 10⁻⁹; o caso dourado coincide com os pontos curados.