Laboratório 02 · estrelas de quarks

Linear e MIT

Primeiro, refaça a conta

Da hipótese ao resultado, sem saltos

Abra cada etapa para acompanhar substituições, derivadas, sinais e verificações antes de explorar os gráficos.

Etapa 01

Escolher a constituição da matéria

A EoS linear e a EoS de sacola do MIT determinam funções \(h(T)\) diferentes.

Partimos de\[p=\omega\rho\quad\text{ou}\quad p=\omega(\rho-4B)\]
Queremos chegar a\[\nabla^\mu T_{\mu\nu}=0\Longrightarrow h=h_{\mathrm{EoS}}(T;\lambda)\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Mostrar como as EoS linear e de sacola do MIT produzem funções conservativas \(h(T)\) diferentes, sem tratar \(λ\) como parâmetro universal.

Antes de começar

  • Esta dedução acompanha a normalização \(R+2h(T)\) usada no capítulo \(4\) da tese; seus \(λ\) não são transportados para a trilha canônica \(R+h(T)\).
  • Use \(ω=0,28\) nas famílias exibidas e \(B=60 MeV/fm^{3}\) no preset MIT.
  1. Linha 1

    Parta da condição comum

    \[(\rho+p)(\ln h_T)'+\frac12(\rho+3p)'=0\]
    O que fizemos

    Reutilizamos a relação obtida ao impor nabla mu \(T\) mu nu igual a zero.

    Por que é válido

    É a constituição da matéria, e não uma escolha posterior, que determinará a potência de \(h\).

  2. Linha 2

    Resolva o ramo linear

    \[p=\omega\rho\quad\Longrightarrow\quad \frac{d\ln h_T}{d\rho}=-\frac{1+3\omega}{2(1+\omega)}\frac1\rho\quad\Longrightarrow\quad h(T)=\lambda_{\rm lin}T^{\frac{1-\omega}{2(1+\omega)}}\]
    O que fizemos

    Substituímos \(p\) igual a omega rho, integramos a derivada logarítmica e usamos \(T\) igual a um menos três omega vezes rho.

    Por que é válido

    A constante multiplicativa da primitiva é chamada lambda linear na tese.

  3. Linha 3

    Reescreva o traço do modelo MIT

    \[p=\omega(\rho-4B),\qquad T=(1-3\omega)\rho+12B\omega,\qquad \rho=\frac{T-12B\omega}{1-3\omega}\]
    O que fizemos

    Inserimos a EoS em \(T\) igual a rho menos três \(p\) e isolamos rho.

    Por que é válido

    Esse deslocamento por \(B\) é o motivo de a função conservativa não ser a mesma lei simples do ramo linear.

  4. Linha 4

    Integre a condição para \(h\) sub \(T\) no ramo MIT

    \[X(T)\equiv\frac{1+\omega}{1-3\omega}(T-12B\omega)-4B\omega,\qquad h_T(T)=C_{\rm MIT}X(T)^{-\frac{1+3\omega}{2(1+\omega)}}\]
    O que fizemos

    A condição de conservação dá d ln \(h_T\) por d rho igual a menos um mais três omega sobre duas vezes a quantidade um mais omega rho menos quatro omega \(B\).

    Por que é válido

    Substituir rho em função de \(T\) transforma essa quantidade precisamente em \(X\) de \(T\).

  5. Linha 5

    Integre uma vez em \(T\)

    \[h_{\rm MIT}(T)=\lambda_{\rm MIT}\left[\frac{1+\omega}{1-3\omega}(T-12B\omega)-4B\omega\right]^{\frac{1-\omega}{2(1+\omega)}}\]
    O que fizemos

    Integramos \(h\) sub \(T\) em \(T\) e absorvemos o prefator constante na definição de lambda MIT.

    Por que é válido

    Essa absorção explica por que o coeficiente escrito para \(h_T\) não deve ser comparado isoladamente ao de \(h\) na tese.

  6. Linha 6

    Guarde a dependência da EoS

    \[\nabla^\mu T_{\mu\nu}=0\quad\Longrightarrow\quad h=h_{\mathrm{EoS}}(T;\lambda_{\mathrm{EoS}})\]
    O que fizemos

    Resumimos os dois ramos sem identificar artificialmente suas constantes.

    Por que é válido

    A conservação determina a forma funcional de \(h\); apenas a constante de integração permanece livre dentro de cada ramo.

Etapa 02

Aplicar as condições estelares

A TOV conservada é integrada da densidade central até a primeira pressão nula.

Partimos de\[m(0)=0,\quad p(0)=p_c,\quad p(R_e)=0,\quad m(R_e)=M\]
Queremos chegar a\[\rho_c\longmapsto\{M(\rho_c),R(\rho_c)\}\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Explicitar como uma densidade central produz um ponto da família massa-raio, deixando claro que o laboratório apenas reproduz os pontos publicados.

Antes de começar

  • Fixe primeiro a EoS e um dos valores publicados de \(λ\).
  • A tese relata integração Runge-Kutta de quarta ordem para a família linear; o site não reexecuta esse integrador.
  1. Linha 1

    Converta a densidade central em pressão

    \[\rho(0)=\rho_c,\qquad p_c=\begin{cases}\omega\rho_c,&\mathrm{linear},\\ \omega(\rho_c-4B),&\mathrm{MIT},\end{cases}\qquad m(0)=0\]
    O que fizemos

    Aplicamos cada relação constitutiva ao valor central de rho.

    Por que é válido

    Essas são as condições iniciais físicas de uma configuração esférica regular.

  2. Linha 2

    Use a expansão regular perto do centro

    \[m(r)=\frac{r^3}{3}\left(4\pi\rho_c+\frac14h_c\right)+O(r^5),\qquad p(r)=p_c+O(r^2)\]
    O que fizemos

    Integramos localmente a equação de massa com rho e \(h\) aproximadamente centrais.

    Por que é válido

    A expansão evita avaliar diretamente expressões com \(m\) sobre \(r\) ao quadrado no ponto \(r\) igual a zero.

  3. Linha 3

    Feche o sistema radial

    \[\frac{dm}{dr}=r^2\left(4\pi\rho+\frac14h_{\mathrm{EoS}}\right),\qquad \frac{dp}{dr}=-(\rho+p)\frac{\dfrac{m}{r^2}+\left[4\pi p-\dfrac14h_{\mathrm{EoS}}-\dfrac12h_{T,\mathrm{EoS}}(p-\rho)\right]r}{1-2m/r}\]
    O que fizemos

    Substituímos \(h\) e \(h\) sub \(T\) do ramo linear ou MIT nas equações hidrostáticas da tese.

    Por que é válido

    Usar o mesmo ramo em ambas as equações preserva a conservação construída no passo anterior.

  4. Linha 4

    Elimine rho durante a evolução

    \[\rho(p)=\begin{cases}p/\omega,&\mathrm{linear},\\4B+p/\omega,&\mathrm{MIT}.\end{cases}\]
    O que fizemos

    Isolamos rho nas duas relações constitutivas.

    Por que é válido

    Sem essa inversão, as duas equações diferenciais ainda conteriam três funções desconhecidas \(m\), \(p\) e rho.

  5. Linha 5

    Pare na primeira superfície

    \[R_e=\min\{r>0:p(r)=0\},\qquad M=m(R_e)\]
    O que fizemos

    Seguimos a solução radial somente até a superfície física.

    Por que é válido

    No modelo MIT, \(p\) igual a zero não implica rho igual a zero: a densidade superficial vale 4B.

  6. Linha 6

    Repita para a família publicada

    \[\{\rho_{c,i}\}_{i=1}^{N}\longmapsto\{M_i=m(R_{e,i}),\ R_{e,i}\}_{i=1}^{N}\]
    O que fizemos

    Repetimos conceitualmente o problema de valor inicial para cada rho central.

    Por que é válido

    Na interface, os pares à direita são os pontos curados das figuras da tese, não o resultado de um solver executado no navegador.

Etapa 03

Preservar os presets publicados

A escala de \(λ\) muda entre as duas figuras e não é renomeada pelo laboratório.

Partimos de\[\lambda_{\rm linear}\sim10^{-4},\qquad\lambda_{\rm MIT}\in\{-10^{-3},0,+10^{-3}\}\]
Queremos chegar a\[\lambda=-10^{-3}:\ M_{\max}\simeq2{,}6M_\odot;\qquad\lambda=0:\ M_{\max}\simeq2{,}0M_\odot\]
Cálculo linha por linha6 movimentos explicados
Objetivo deste cálculo

Explicar exatamente como o seletor escolhe curvas publicadas, encontra seus máximos e evita interpolação entre escalas incompatíveis de \(λ\).

Antes de começar

  • Os dados do laboratório são digitizações curadas das figuras 5.6-5.7 e das famílias lineares correspondentes.
  • Trocar a EoS troca simultaneamente a lista de \(λ\) e o conjunto de pontos disponível.
  1. Linha 1

    Defina os conjuntos permitidos

    \[\Lambda_{\rm linear}=\{-10^{-4},0,2\!\times\!10^{-4}\},\qquad \Lambda_{\rm MIT}=\{-10^{-3},0,10^{-3}\}\]
    O que fizemos

    Transcrevemos somente os presets representados pelas curvas curadas.

    Por que é válido

    As ordens de grandeza diferentes são preservadas porque lambda depende da EoS e de sua normalização.

  2. Linha 2

    Filtre o seletor pela EoS

    \[(\mathrm{EoS},\lambda)\ \text{é aceito}\quad\Longleftrightarrow\quad \lambda\in\Lambda_{\mathrm{EoS}}\]
    O que fizemos

    A interface aplica um teste de pertinência antes de carregar qualquer curva.

    Por que é válido

    Isso impede, por exemplo, pedir lambda igual a menos dez a menos três para a família linear.

  3. Linha 3

    Carregue o conjunto curado exato

    \[D_{\mathrm{EoS},\lambda}=\{(\rho_{c,i},M_i,R_i)\}_{i=1}^{N},\qquad D_{\rm exibido}=D_{\mathrm{EoS},\lambda}\]
    O que fizemos

    Selecionamos a tabela identificada pelo mesmo rótulo de EoS e lambda.

    Por que é válido

    Não há combinação ponderada com tabelas vizinhas e nenhum ponto novo é criado.

  4. Linha 4

    Encontre o maior ponto exibido

    \[M_{\max}^{\rm exibido}=\max_{1\le i\le N}M_i,\qquad i_\star:\ M_{i_\star}=M_{\max}^{\rm exibido}\]
    O que fizemos

    Percorremos os valores curados de \(M\) e guardamos o maior deles.

    Por que é válido

    O máximo discreto é uma leitura da figura; ele não promete localizar um extremo contínuo entre dois pontos.

  5. Linha 5

    Confira os dois casos dourados MIT

    \[\lambda=-10^{-3}:\ M_{\max}^{\rm exibido}\simeq2{,}6M_\odot,\qquad \lambda=0:\ M_{\max}^{\rm exibido}\simeq2{,}0M_\odot\]
    O que fizemos

    Lemos os máximos das duas tabelas correspondentes e os comparamos aos valores narrados na tese.

    Por que é válido

    Esses são os valores destacados nas figuras e no texto, não resultados de extrapolação.

  6. Linha 6

    Calcule o resíduo de reprodução

    \[\varepsilon_M=\frac{|M_{\rm site}-M_{\rm referência}|}{\max(1,|M_{\rm referência}|)}=0<10^{-9}\]
    O que fizemos

    Comparamos os números exibidos pela mesma fórmula de resíduo relativo usada nos testes.

    Por que é válido

    O resíduo zero verifica a reprodução do preset, não a precisão física de uma nova integração.

Depois, explore os dados

Agora mova os controles

Cada escolha troca um caso publicado inteiro. Os valores abaixo mostram imediatamente o que mudou e mantêm a tabela acessível junto do gráfico.

Presets discretos

Modelo selecionado

\[p=\\omega(\\rho-4B),\\quad \\omega=0{,}28,\\quad B=60\\,\\mathrm{MeV/fm^3}\]

MIT: p = ω(ρ − 4B), ω = 0,28, B = 60 MeV/fm³

Fonte e leitura

Caso destacado na tese: aproximadamente 2,6 massas solares.

Tese, Figs. 5.6–5.7, p. 50.

massa máxima curada

2,6 M☉

λ = −10⁻³

raio nesse ponto

12,2 km

Modelo de sacola do MIT.

densidade central

700 MeV/fm³

Ponto indicado na família publicada.

Destaque publicado: λ = −10⁻³ alcança aproximadamente 2,6 M☉; a discussão arredonda o caso λ = 0 para aproximadamente 2,0 M☉.

Massa–raio · λ = −10⁻³λ = −10⁻³
Ver valores do gráfico
R (km)λ = −10⁻³
4.70.1
60.21
7.20.38
8.40.66
9.61.05
10.71.55
11.62.15
Massa–densidade central · λ = −10⁻³λ = −10⁻³
Ver valores do gráfico
ρc (MeV/fm³)λ = −10⁻³
2500.2
3200.9
4001.75
5002.35
6002.55
7002.6
1.000e+32.52
Ver tabela acessível das curvas
R (km)M/M☉ρc (MeV/fm³)M/M☉
4,70,12500,2
60,213200,9
7,20,384001,75
8,40,665002,35
9,61,056002,55
10,71,557002,6
11,62,151.0002,52
12,22,61.5002,35
11,52,552.0002,2
10,42,28

Resíduo dos casos dourados MIT: 0
Abaixo de 10⁻⁹; o caso dourado coincide com os pontos curados.